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Apesar do grupo do FORUM CÂMARA DOS TORMENTOS já estar de sobreaviso em relação a saúde delicada do amigo acriano, foi uma notícia que pegou a todos de surpresa. Mesmo sabendo das condições graves em que ele se encontrava, na sua luta na Unidade de Tratamento Intensivo, há mais de 20 dias, tínhamos esperança que ele, de repente, viesse nos brindar com o seu humor inteligente de sempre, fazendo pouco caso das agruras de sua involuntária permanência no hospital. Mas, infelizmente, isto não aconteceu e ainda nos encontramos em choque pela perda de uma pessoa muito querida entre nós. Era um historiador inteligente, professor, músico, profundo conhecedor da Literatura Fantástica na sua vertente mais querida: o gênero Terror. Além da distância que não me permite, e aos demais amigos virtuais também, apresentar condolências aos familiares e prestar as últimas homenagens a esta extraordinária figura, fico a lamentar o fato de não ter tido a oportunidade de lhe apertar a mão e trocar umas palavras pessoalmente com ele. Privilegiados são aqueles que tiveram tal honraria em conhecê-lo fora do mundo virtual. Pedi permissão a Tânia Souza, um dos membros do grupo do FORUM CÂMARA DOS TORMENTOS, para transcrever abaixo sua homenagem, através da sábia composição das palavras, ao nobre escritor acriano. A singela homenagem foi publicada no seu blogue DESCAMINHOS SOMBRIOS. Acredito que o texto abaixo reflita o que o grupo está sentido. Tânia Mara Souza, Afonso Luiz Pereira, Paulo Soriano, Luciano Barreto, Luiz Poleto, Celly Borges, Leonardo Nunes, Victor Meloni, Flavio Sousa, Marcio Renato Bordin, Lino França Jr, George Pacheco e outros ficaram órfãos de um grande e querido amigo. Afonso Luiz Pereira
HENRY EVARISTO FOI EMBORA... Escrito por Tânia Souza Acima - lado esquerdo - Avatar na época do Recanto das Letras No lado direito - Avatar - Rasputin - usado na Câmara dos Tormentos
Henry Evaristo foi embora. Estamos de luto, pois nosso amigo já não se encontra entre nós. Hoje, 16 de fevereiro de 2010 foi o triste dia da sua partida. Deixou esse mundo de tristezas e alegrias, partiu para universos desconhecidos. Henry Evaristo foi embora e choro de saudade do contador de histórias, do escritor talentoso de raciocínio agudo, de olhar poético e rara sensibilidade musical. Choro por saudade de um amigo fascinante. Neste universo virtual, cada vez mais os laços são reais, amizades verdadeiras são construídas e aqui, Henry tornou-se conhecido por muitos admiradores do seu trabalho; aqui, afirmou, negou, comprovou, discordou e disse o que pensava sobre tantas coisas, nem sempre sendo entendido, mas ao mesmo tempo, conquistando a amizade e o respeito de muitas pessoas. Sei que não choro sozinha. Sua falta será sentida em vários cantos do Brasil e do mundo. Henry Evaristo foi embora. Nós ficamos. Órfãos de seu riso, de sua alegria e de sua tristeza, órfãos de nosso mestre das letras. Mas a marca de sua passagem por nossas vidas ficará como tatuagem nas lembranças de uma risada, nas palavras pinceladas em tons de melancolia, na ironia, na ternura de um comentário qualquer. Sua presença ficará marcada nos poemas surpreendentes, nos contos de terror e solidão que legou a este mundo obscuro, nos pensamentos afiados e na memória da presença querida que nos alentava. Com a memória nestes momentos escrevo e permito que a emoção carregue as cores da saudade. Henry voltou para seu mundo, seu velho e onírico mundo de aromas de primavera e cores fantásticas. E lá, nos reencontraremos para sentir na brisa confortante das mais belas colinas, o carinho desta amizade que se faz eterna. Henry Evaristo foi embora, talvez para nós, cedo demais. Mas deve ir em paz, sua lembrança sempre estará conosco. As lágrimas secarão, mas o carinho nunca. Até mais meu amigo. Até qualquer hora. Tânia Souza
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